Mostrando postagens com marcador A sétima e algumas outras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A sétima e algumas outras. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Hornbyanas (Top 20 LOST - parte 3)

Finalizando a lista, aí vão os meus dez episódios preferidos de todas as cinco temporadas de LOST. Hoje é o dia em que começa o sexto e derradeiro ano da série. A ansiedade não podia ser maior.
Seguindo o desafio do amigo André Leite, os meus Season Finalle preferidos, na ordem, são:

1º - s5ep16/17. The Incident
2º - s4ep12/13/14. There's No Place Like Home
3º - s3ep22/23. Through The Looking Glass
4º - s2ep23/24. Live Together, Die Alone
5º - S1 ep23/24/25. Exodus

Parece óbvio, mas para mim a sequência é essa mesma. O último episódio de cada temporada foi melhor que o da anterior.

Agora, chega de papo. Segue a minha lista. Concordem, discordem, comentem!

10º lugar - s2ep14. One Of Them

Sinopse: Rousseau leva Sayid até um prisioneiro no meio da selva. Este afirma ser Henry Gale, que caiu na ilha com seu balão. Porém, a francesa consegue fazer com que o iraquiano fique cismado, o que acaba gerando muita dor para o novo hóspede da escotilha.
Razões: Se tem um personagem que, sozinho, segura um episódio inteiro, este é Benjamin Linus, o verdadeiro nome do capturado Henry Gale. O mais importante aqui é a mitologia da série, pois vemos pela primeira vez um personagem que só cresceu dentro do seriado e que até hoje ninguém sabe se é um dos caras bons ou maus.

9º lugar - s5ep07. The Life and Death Of Jeremy Bentham

Sinopse: Até então sabemos que Locke morreu e que isso leva os “Oceanic Six” de volta à ilha. Vemos então sua jornada, desde a saída de lá até o momento em que sua vida chega ao fim.
Razões: Os mistérios que envolvem Locke na sequência dos acontecimentos não elucidam ainda o motivo de sua morte ser decisiva para o retorno de seus companheiros. Mas esse episódio, apesar de morno no sentido da ação, é envolvente. Até mesmo Walt aparece. No fim, a cena do suicídio / assassinato é surpreendente.

8º lugar - s1ep01/02. Pilot

Sinopse: Jack abre os olhos e percebe que está no meio da selva. Ouve gritos e outros barulhos e vai em direção a eles. Percebe que o avião em que estava caiu em uma ilha e que, assim como ele, algumas pessoas sobreviveram.
Razões: Impossível deixar de fora o começo de tudo. Logo de cara, o primeiro contato de Jack com Kate, mortes, desespero e o mais instigante de tudo: o monstro de fumaça. Provavelmente o que garantiu a atenção dos espectadores, que até então deviam achar que essa seria somente uma história sobre pessoas perdidas em uma ilha deserta.

7º lugar - s3ep08. Flashes Before Your Eyes

Sinopse: Vemos o que aconteceu com Desmond depois da explosão da escotilha. É o primeiro momento em que aparece a viagem no tempo
Razões: Desmond parece ter papel fundamental em toda a complexidade da história. A importância dessa trama é justamente a de mostrar, pela primeira vez, a viagem da mente dele através do tempo, prenúncio de um capítulo essencial para o personagem e também para a quinta temporada, que começa com essas viagens temporais. Além disso, acontece a previsão de que Charlie irá morrer.

6º lugar - s3ep04. Every Man For Himself

Sinopse: Para garantir que nenhum de seus prisioneiros tente fugir do cativeiro ou faça algo que atrapalhe seus planos, Ben aplica um golpe no maior trapaceiro que conhecíamos até então na ilha.
Razões: Benjamin Linus não havia mostrado todo o potencial que foi surgindo ao longo do tempo e que faz dele um dos principais personagens da série. Ele deixa Sawyer destruído com o fictício marca-passo que implanta nele. E a revelação final é uma das responsáveis pela transformação do personagem de vigarista em um cara melhor. Ben ainda solta uma das frases antológicas do seriado: “Você é um grande golpista, mas nós somos melhores.”



5º lugar - s3ep22/23. Through The Looking Glass

Sinopse: Enquanto uma parte dos sobreviventes caminha em direção à torre de rádio, Charlie e Desmond estão garantindo que o sinal não seja mais interrompido. Há também Sayid, Jin e Bernard, que ficam no acampamento da praia para surpreender os “outros”.
Razões: Tensão do começo ao fim (parte 1). Não há um momento do Season Finalle da terceira temporada em que o espectador possa parar para respirar. Com três núcleos, cada corte de câmera revela um problema maior que o anterior. Há o encontro da turma de Jack com Ben e a revelação de que Rousseau é mãe da Alex. Na praia, Jin não acerta seus tiros. Bakunin e duas mulheres na estação subaquática fazem de tudo para atrapalhar a missão de Charlie e Desmond. Até mesmo a rejeição sofrida por Hurley é um elemento dessa tensão. Ele, aliás, vai à forra e, para a alegria dos fãs, é quem salva a turma da praia da morte certa.
Charlie, por sua vez, não consegue escapar de seu destino tão certo. A morte do roqueiro é o momento mais triste de todas as cinco temporadas.

4º lugar - s4ep12/13/14. There's No Place Like Home

Sinopse: Season Finalle da quarta temporada. São revelados os eventos que levaram os “Oceanic Six” a finalmente sair da ilha
Razões: Tensão do começo ao fim (parte 2). Quando todo mundo está indo para a pancadaria, no final da primeira parte desse episódio triplo, dá para sentir o frio na espinha. Mr. Keamy, o mercenário contratado para levar Ben da ilha, não dá sossego. Mas imagine o que acontece quando Sayid e Kate se juntam aos outros? A porrada come solta e não sobra ninguém para contar história. Resta ao iraquiano rolar no chão com o grandalhão. E vencer a luta. Mais tarde, descobrimos que isso não é suficiente e Keamy volta, babando ainda mais sangue e disposto a tudo. Mesmo com o vilão mostrando um bracelete que controla os seus batimentos cardíacos para que o cargueiro com o qual chegou na ilha exploda no caso de sua morte, matando muitos inocentes, Ben não pensa duas vezes em atacar o assassino de sua filha, matando-o.
Na outra ponta dessa trama, Sawyer vira bom-moço e pula do helicóptero para garantir que os companheiros cheguem ao seu destino. Logo depois, o cargueiro explode, supostamente matando Jin. Vemos, também, o reencontro de Desmond e Penny.

3º lugar - s4ep09. The Shape Of Things To Come

Sinopse: Os mercenários de Widmore cercam a Vila Dharma para capturar Ben. Depois de matar Rousseau e Karl, Mr. Keamy sequestra Alex e chantageia seu pai para que se entregue. Depois de assassinar a garota, os caçadores passam a ser caçados pela fumaça negra, invocada por Ben.
Razões: Mais um daqueles episódios transbordando suspense e emoção, como foram os finais da quarta e da quinta temporadas. Todo o período de negociação entre Keamy e Ben prende a respiração do espectador. A morte de Alex e a revelação de que Ben comanda o monstro de fumaça são os pontos altos. Outro mistério começa a ser criado nesse episódio: o sumiço de Claire.



2º lugar - s4ep05. The Constant

Sinopse: Enquanto está em um helicóptero, a caminho do cargueiro que está próximo à ilha, Desmond começa a sentir-se estranho. Sua consciência viaja no tempo e ele descobre que precisa encontrar a constante (um elemento presente nas duas pontas dessas viagens) para isso não causar sua morte.
Razões: O principal motivo para que eu desse a medalha de prata para esse episódio é que ele é, do ponto de vista da dramaturgia, uma obra-prima. Na verdade, pouco influencia no desenrolar do que é importante para a quarta temporada (talvez um pouco na quinta, por conta das questões envolvendo Daniel Faraday), mas parece um curta-metragem muito bem construído. A atuação de Henry Ian Cusick (Desmond) também garante que esse seja um dos pontos altos da história. Destaque para o momento em que Desmond e Penny conversam por telefone depois dela o procurar por anos. O episódio é tão forte que essa cena é mais emocionante do que o reencontro físico dos dois.


1º lugar - s5ep16/17. The Incident

Sinopse: Em 1977, Jack decide explodir uma bomba de hidrogênio para, quem sabe, zerar os eventos que levaram os sobreviventes do voo da Oceanic até lá. Enquanto isso, no tempo presente, Locke exige ser levado a Jacob e são Richard e Ben que farão isso.
Razões: Talvez por si só esse episódio não ficasse em primeiro lugar. Mas ao escolhê-lo para esse posto, faço uma espécie de justiça comigo mesmo. Se não usasse o critério de listar a mesma quantidade de episódios de cada temporada, a quinta teria ao menos umas oito vagas dentro dessas vinte escolhidas. Foi disparado o ano mais empolgante da série, além de ter sido divertido para o fã em diversos momentos, como nas viagens temporais que acabaram sendo uma forma de mostrar como aconteceu cada um dos eventos que fazem parte da mitologia da ilha, como a queda do avião nigeriano, por exemplo.
Finalmente conhecemos o tão citado Jacob, e o vemos interagindo com alguns dos sobreviventes, antes da queda. Chegamos também ao dia em que acontece o igualmente conhecido "incidente". O final é tão envolvente, que para aqueles que assistiram na época em que passou originalmente, a sensação predominante era de melancolia pela certeza de que a próxima temporada ainda demoraria para vir.
Juliet morreu ou não? A bomba explodiu? Sayid vai sobreviver aos ferimentos? O melhor momento é a primeira briga de verdade entre Jack e Sawyer, o que já deveria ter acontecido desde a primeira temporada. Destaque para o diálogo inicial, entre Jacob e seu inimigo, aos pés da estátua misteriosa.
Diferente de todos os outros episódios, este termina com tela branca e letreiro em preto, uma provocação, usando as cores representativas do bem e do mal, algo que talvez tenha tudo a ver com o desfecho de LOST.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Hornbyanas (Top 20 LOST - parte 2)


Aí vai a primeira parte da lista dos 20 melhores episódios de LOST. São os episódios que estão entre o vigésimo e o décimo-primeiro lugar no meu coração de fã. Espero que concordando ou não, comentem.

20º lugar - s4ep11. Cabin fever


Sinopse: Depois de muita insistência de um e enrolação de outro, Ben finalmente leva Locke à cabana de Jacob. No cargueiro, Sayid tem a certeza de que sua tripulação quer mesmo é acabar com todo mundo na ilha. Assim, decide voltar e avisar todos.
Razões: O tanto de pequenos detalhes que remetem cada um a um pedaço diferente da trama é o que assegura esse episódio na lista. O sonho de Locke com Horace, o mistério do corpo do médico que chegou à praia antes de sua morte, a infância de Locke, o dispositivo no braço do sinistro Mr. Keamy, Claire na cabana. Morreu ou não?
Por fim, ainda ouvimos: “Teremos que mover a ilha”. Sensacional!

19º lugar - s1ep18. Numbers

Sinopse: Hurley vai procurar Danielle Rousseau, atormentado por uma sequência numérica que ele viu entre as anotações da francesa. No flashback descobrimos que ele ganhou uma fortuna na loteria com esses mesmo números. E isso só lhe trouxe azar na vida.
Razões: Primeiro flashback do personagem mais carismático da série. Aqui nos deparamos pela primeira vez com os famosos números (talvez o elemento mais popular da mitologia do seriado). Hoje todo mundo sabe de cor que eles são 4, 8, 15, 16, 23, 42 e até na mega-sena essa combinação é usada por alguns. Mas até o momento não foi esclarecido o mais importante: o que eles representam.

18º lugar - s2ep13. The Long Con

Sinopse: Depois que Sun é atacada, começa uma discussão sobre quem deve ficar responsável pelas armas encontradas um tempo antes. No flashback vemos Sawyer aplicar seu maior golpe em uma mulher por quem acaba apaixonado.
Razões: Talvez seja o episódio em que melhor se trabalha os acontecimentos do passado em equivalência aos do presente. Durante toda a discussão das armas, Sawyer parece alheio, mas uma reviravolta no fim mostra que tudo foi minuciosamente planejado por ele (inclusive o ataque a Sun). É o grande golpe que ele aplica em todos. E pelo que me lembre, provavelmente foi a última grande canalhice.

17º lugar - s1ep15. Homecoming

Sinopse: Depois de ser sequestrada, Claire volta para o acampamento. Ao vê-la traumatizada e sem memória, Charlie promete que fará de tudo para protegê-la dali para frente. O grande problema é que Ethan também está de volta.
Razões: O primeiro problema real que os sobreviventes precisam enfrentar com os habitantes da ilha. Talvez seja o início da guerra declarada aos “outros”. Por mais que se planejem, estão em desvantagem, simplesmente por estarem em território inimigo. Mas um plano infalível acaba propiciando a captura de Ethan, tudo finalizado com chave de ouro pelo surto de Charlie que descarrega um revólver no peito do inimigo.

16º lugar - s2ep22. Three minutes

Sinopse: Descobrimos o que aconteceu com Michael enquanto ele estava com os “outros”. Ao mesmo tempo, Mr. Eko assume a função que Locke renega depois de algumas revelações e Charlie não sabe como lidar com o fato de que o nigeriano abandonou a construção da igreja em que trabalhavam juntos.
Razões: Vemos o acampamento dos “outros” pela primeira vez, e mesmo que nada seja muito bem esclarecido, isso por si só é importante por dar mais complexidade à trama toda. A morte de Ana Lucia e de Libby choca, ainda mais a da namoradinha do Hurley, que pagou o pato a toa.

15º lugar - s1ep11. All the Best Cowboys Have Daddy Issues

Sinopse: Ao mesmo tempo em que um censo indica que um dos habitantes do acampamento não estava no voo, Claire e Charlie são raptados (adivinha por quem?). Nas buscas, Locke e Boone encontram algo metálico no meio da selva e decidem tentar descobrir do que se trata.
Razões: O começo de toda a reviravolta para a segunda temporada começa aqui. Em alguns episódios viríamos a descobrir que essa descoberta é a escotilha. Também vemos Ethan dar uma surra em Jack e quase matar Charlie ao deixá-lo para trás enforcado em uma árvore. Isso deixa o roqueiro perturbado e sentindo-se culpado pelo rapto de Claire.

14º lugar - s2ep07. The other 48 days

Sinopse: São apresentados os sobreviventes da cauda do avião e seus dramas iniciais na ilha, de forma resumida, desde a queda. E quando Goodwin mostra suas verdadeiras intenções, entendemos o motivo para que eles tenham tanto medo dos “outros”.
Razões: É um desses episódios de apresentação, típico de começo de temporada. Mesmo resumindo bastante, apresenta todas as questões que permearam esse grupo de sobreviventes. Além disso, esperamos o tempo todo pelo momento em que Ana Lucia atira em Shannon (acontece no episódio anterior), já que até aí não sabíamos que a loirinha iria ou não morrer.

13º lugar - s5ep08. LaFleur

Sinopse: Os clarões e viagens no tempo acabam. Sawyer, Juliet, Miles, Faraday e Jin acabam “estacionados” nos anos 70. Depois de salvarem a vida de um membro da Iniciativa Dharma, entram para o grupo. Descobre-se também que três anos depois eles ainda estão lá.
Razões: É difícil escolher um episódio da quinta temporada, já que esta é a que mais rendeu coisa boa. Esse aqui entrou no lugar de “Jughead” na última hora. Fecha uma sequência de três episódios sensacionais (“316” e “The Life and Death of Jeremy Bentham”). Vemos a transformação de Sawyer e sua redenção. Não é mais o canalha golpista. Aqui, claramente se transforma no herói da trama.

12º lugar - s3ep21. Greatest hits

Sinopse: Sabendo, através dos avisos de Desmond, que vai morrer, Charlie começa a lembrar dos cinco melhores momentos de sua vida até ali. Um “greatest hits”.
Razões: Esse episódio prepara o fã para aquela que foi a morte mais emocionante de um personagem. O tom de despedida está lá, durante o tempo todo do episódio. A ação chega até a ficar em segundo plano. Charlie sempre foi coadjuvante, mas propiciou em seu final um dos momentos mais tristes de toda a série.

11º lugar - s5ep10. He's our you

Sinopse: Depois de capturado e aprisionado pela Iniciativa Dharma em 1977, Sayid não quer cooperar, nem mesmo com seu antigo companheiro Sawyer/LaFleur. Ao mesmo tempo, um Benjamin Linus de 12 anos se oferece para ajudá-lo, convencido de que o iraquiano é um dos “hostis”.
Razões: Quando Sayid é levado a Oldham, um maluco que vive em uma tenda no meio da floresta e que supostamente ira fazê-lo falar, ele pergunta ao Sawyer quem é aquele sujeito. A resposta é o título do episódio. Só isso já vale. Mas também há o quarteto amoroso se confrontando pela primeira vez depois do recrutamento de Jack, Kate e Hurley.
Se “LaFLeur” encerra um trecho importante da quinta temporada, esse episódio inicia outro. É o pontapé inicial para todos os eventos que irão culminar no season finalle.

Terça-feira, a conclusão, com meus dez favoritos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Hornbyanas (Top 20 LOST - parte 1)

A postagem de hoje prepara meus três ou quatro leitores para duas outras que resolvem de uma vez só dois anseios que me acompanham há alguns meses: a vontade e necessidade de falar sobre LOST, a melhor série de TV da atualidade, e a intenção de ter no blog uma sessão com as famosas listas hornbyanas que preenchem meu dia-a-dia. Por isso, caros amigos, às vésperas da estréia da sexta e derradeira temporada do seriado, divido com vocês o que é, na minha modesta opinião, o TOP 20 de LOST.

Serão duas partes. A primeira será publicada na sexta-feira (29/01). A segunda, na terça-feira (02.02), dia em que vai ao ar o primeiro episódio da última temporada. O motivo de serem vinte os escolhidos é simples: a média de episódios por temporada. E posso lhes garantir que mesmo com esse número alto, foi um drama, já que tive que deixar muita coisa boa de fora.

Algumas observações se fazem necessárias:

1 – Ser um season premiere ou season finale não significa figurar entre os melhores. Pra mim, nem todos os primeiros ou últimos episódios foram bons no todo, o que me leva a uma segunda observação.

2 – O início de algumas season premiere são verdadeiras jóias. Em "Man of Science, Man of Faith" (s2ep01) a forma como mostram o que há dentro da escotilha é sensacional. Em “A Tale of Two Cities” (s3ep01) vemos que os “outros” são organizados e civilizados, ao contrario do que pensaram por duas temporadas os sobreviventes do voo 815 (e nós também). E, finalmente, em “The beginning of the end” (s4ep05) acompanhamos uma eletrizante perseguição de carro que termina com a prisão do motorista, Hurley, fora da ilha.

3 – Foi realmente difícil escolher vinte. Mais difícil ainda foi determinar em que posição cada um deles ficaria na lista. Decidi equilibrar bem a escolha e a única exigência que fiz a mim mesmo foi a de que deveriam ser quatro episódios de cada temporada. Por isso, alguns outros ficaram de fora por puro azar, já que dentro de sua temporada de exibição, a concorrência era brava. Vou listar (e apenas listar) alguns desses que ficaram de fora

s1ep09 – “Solitary” (Sayd encontra Rousseau)
s1ep20 – “Do no harm” (morte de Boone e nascimento de Aaron)
s2ep17 – “Lockdown” (Locke fica preso em uma porta corta-incêndio e vê um mapa)
s3ep10 – “Tricia Tanaka is Dead” (Hurley encontra uma Kombi)
s3ep14 – “Exposé” (Paulo e Nikki)
s3ep17 – “Catch-22” (chegada de Naomi)
s5ep12 – “Dead is dead” (o julgamento de Ben pelo monstro de fumaça)
s5ep14 – “The Variable” (Sandices de Daniel Faraday e sua morte)

Mas enfim, esses não entraram na seleção final, então vale o que estará aqui na sexta-feira. Mais uma vez deixando claro que essa é uma escolha minha, sem a mínima intenção de ser definitiva ou conclusiva em nada. Comentem, concordem, discordem, vamos lá!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A sétima e algumas outras (An Education - 2009)

Fã que se preza, aguarda ansiosamente por alguma nova contribuição do ídolo. Quem admira o trabalho de um artista espera sempre ter um pouco mais que seja. Na literatura quem nos ensina essa lição muito bem são os adolescentes e sua avassaladora paixão típica da idade. Um exemplo disso é o sucesso de livros como "Os Contos de Beedle, o Bardo", spin-off da série Harry Potter. Os fãs de J.K Rowling agradecem por ter uma coisa a mais pra compor suas “coleções”.

Assim também sou eu com meus autores favoritos. E enquanto espero o livro “Juliet, Naked” publicado em 2009 e ainda sem previsão de lançamento aqui, me apeguei a um roteiro escrito por seu autor, Nick Hornby (“Alta fidelidade”, “Febre de bola” e “Um grande garoto”). Desde que li as primeiras notícias sobre “An Education” quis conferir de perto. E quando sobem os créditos, a certeza é a de que ele não decepciona. Não que seja uma novidade essa faceta roteirista do escritor inglês, já que as adaptações de seus livros para o cinema sempre contaram com sua participação.

O filme conta a história de uma adolescente criada por pais rigorosos quando o assunto se trata de educação. O pai quer que ela estude em Oxford. A mãe parece projetar na filha algo que não teve ao casar. Esses planos podem ir por água abaixo quando a jovem conhece um homem mais velho que lhe oferece um mundo de concertos, jantares, leilões de arte e viagens a Paris. O que uma menina de 16 anos escolheria? Meter as caras nos livros de latim ou ouvir Juliette Greco às margens do Sena com um homem que parece saber tudo sobre qualquer coisa? Educação formal ou a vida?

Parece clichê! Mas o mérito de Hornby é construir um roteiro inteligente, baseado na biografia homônima, escrita por Lynn Barber. Inteligente porque sua ousadia é justamente caminhar com simplicidade. Ele não procura chocar e nem agredir. Não há necessidade. A narrativa emociona mesmo sendo quase previsível, com clichês tão reais quanto necessários. A dinamarquesa Lone Scherfig dirige de forma magnífica e reforça a necessidade de contar uma história simples, sem lição de moral ou algo que o valha. Fotografia, direção de arte e trilha sonora também fazem a sua parte, dando ao espectador a sensação de que o filme foi realizado em 1961, ano em que a história se passa.

O elenco discreto (Alfred Molina e Emma Thompson são os mais conhecidos) está magnífico. Destaque para Carey Mulligan, que faz a moça cheia de incertezas Jenny. Ela consegue transmitir todas as sensações sem cair na armadilha de transformar a personagem em uma garota boba, mesmo quando diz em uma das cenas que “Estudantes tolas são sempre seduzidas pelo glamour de homens mais velhos”. Com sua fascinante beleza clássica, contribui para que nos apaixonemos por ela, pela história, pelos cenários, pelas músicas.

“An Education” é um filme para fãs da atmosfera dos anos 60. Para fãs de belas trilhas sonoras com lindas canções francesas. Para fãs de filmes britânicos. E, principalmente, para fãs de Nick Hornby, ao menos para aqueles que ainda não estão lendo seu mais recente livro.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Curtas #01 (Ataque de Pânico - 2009)

Ataque de Pânico é um curta-metragem uruguaio, dirigido por Federico Alvarez, que mostra robôs (talvez extraterrestres) atacando Montevidéu. Mesmo que você não goste muito do estilo, vale a pena assistir os pouco mais de quatro minutos pela qualidade excepcional do trabalho. Efeitos irretocáveis e trilha sonora perfeitamente encaixada.

O mais interessante é que isso foi longe. A produtora Ghost House Pictures, do diretor Sam Raimi (Uma Noite Alucinante, Darkman, Homem Aranha e Arrasta-me para o Inferno) contratou Federico para rodar um filme baseado no curta com um orçamento de aproximadamente 30 ou 40 milhões de dólares. E ao lado do próprio Raimi.

Segundo o jornal O Globo, Ataque de Pânico custou apenas US$500,00 para Federico, publicitário de 30 anos que agora pode começar uma nova carreira: a de cineasta.



sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cine Drops #01 (Garoto nota 10)

Garoto Nota 10 é, pra encurtar o papo, uma comédia romântica dos anos 80. Por mais que seja uma produção atual, a atmosfera e a construção dos personagens e da trama faz com que este se aproxime dos filmes que minha geração aprendeu a ver na sessão da tarde mais do que qualquer outra comédia do gênero de hoje em dia. Além disso, a história também se passa nos anos 80.

Está tudo lá. A ação ocorre no ambiente universitário. James McAvoy (O procurado) é Brian, o aluno recém chegado que, por não ser bonitão ou atlético, concentrou suas forças na inteligência. Seu grande sonho é vencer o "Desafio Universitário", uma espécie de "Show do Milhão". Na equipe que vai concorrer ao prêmio encontramos o antagonista, o arrogante líder do grupo que não passa de uma besta quadrada. Também tem a loiraça irressitível por quem Brian se apaixona e que acaba mostrando não valer nem um pouco a pena.

Completando a lista de clichês estão a mãe superprotetora, os melhores amigos que não gostam de nenhum tipo de mudança por ainda estarem profundamente ligados às raizes e a mocinha falsa-esquisita Rebecca Hall (Vicky Cristina Barcelona) que se torna melhor amiga do mocinho e no final se revela a companheira ideal, amorosa, preocupada e compreensiva. Happy End!

Tudo isso poderia ser um spoiller, mas qualquer um que se interesse em ver esse filme sabe desde o começo o que vai acontecer. Não tem segredo como não tinham segredo Admiradora Secreta, Alguem Muito Especial e tantas outras comédias românticas dos anos 80 que influenciam toda uma turma da atualidade que voltou a fazer histórias com essa pegada. O que eu acho extremamente importante para o cinema de entretenimento desse nosso tempo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A sétima e algumas outras (Nick and Norah's infinite playlist - 2008)

A minha predileção por comédias românticas não é segredo para ninguém. Até mesmo para aqueles que não me conhecem, isso se faz notar na descrição que faço de mim mesmo aqui ao lado. A origem dessa minha preferência pode passar por diversos fatores, mas acho que posso elencar como principais motivos a veracidade que enxergo nas histórias contadas e a minha infância repleta de comédias típicas dos anos 80 (filmes de John Hughes e cia). Para mim, pouco importa tentar entender ou explicar. É assim e pronto.

Mesmo assim eu sinto como que se precisasse me defender quando venho aqui para falar de um filme desse gênero. Existe um sentimento comum por aí que enxerga e sempre vai enxergar esse tipo de produção como uma coisa menor, como se o fato de um filme não mudar radicalmente sua vida ou sua forma de pensar sobre questões importantes fosse um defeito. Nunca encarei assim e sou um ferrenho defensor do “entretenimento pelo entretenimento”, chegando a ficar com raiva dessa patrulha ideológica chata pra cacete.

Nick and Norah’s infinite playlist vem bem a calhar nesse desabafo. Alguns poderão dizer que este é um filme que basicamente pega carona no sucesso de Juno, que retrata uma turma muito específica de jovens americanos (Michael Cera, coadjuvante de Juno, é o protagonista aqui). E talvez essa análise até não seja totalmente equivocada, só que mais uma vez eu pegunto: O que há de mal nisso?

Nick acaba de ser chutado por sua namorada. Aparentemente ser atencioso e gravar cd’s recheados de compilações especiais para Tris não foi o suficiente. Norah, como não podia deixar de ser em uma comédia romântica, é a menina linda que se acha feia e quase convence a todo mundo disso por usar jeans surrados e moletons folgados. O encontro entre os dois parece inevitável, e acontece da maneira mais inusitada possível, pois Norah pede para Nick fingir ser seu namorado por cinco minutos para não admitir justamente para a “colega” de escola Tris que saiu sozinha aquela noite. (antes do filme, há um livro, onde a situação é inversa, pois é Nick quem faz o pedido para provocar ciúmes na ex). Tudo isso logo após o show da banda dele em um boteco qualquer de Nova York.

Pois é! Até aí nenhuma novidade. E não espere que elas apareçam até o fim. A noite segue com a busca a uma amiga bêbada que se perde e com a tentativa desesperada de se achar o lugar onde a banda preferida da turma vai se apresentar em um show surpresa. O que faz um filmes desses me ganhar é justamente essa falta de pretensão. Kat Dennings (a protagonista Norah) está linda e é a dona da cena o tempo todo, mas tirando ela não encontramos atuações esplendorosas e o roteiro também não é de uma originalidade assustadora. Só que é justamente um pouco dessa falta de compromisso que precisamos ter mais hoje em dia. Juno foi o sucesso que foi justamente fazendo isso, não falando de absolutamente nada demais. Deu a sorte de olharem para ele. Ainda bem!

Bom, já estou meio que me justificando de novo.

A trilha sonora é um capítulo a parte. Composta quase que totalmente por gente semi-desconhecida como Band of Horses, The Submarines, We are the Scientists e Vampire Weekend, ainda tem gente bem legal que nem de longe sonha em ser conhecido por aqui. É daquelas trilhas que me pegam nos primeiros cinco segundos e garantem que eu já comece a assistir um filme completamente desarmado. Sempre dá certo.

Nick and Norah’s infinite playlist é um filme sobre fazer compilações de músicas bonitas para a namorada. Sobre entender que “I want a hold your hand” é a melhor coisa para se dizer em uma canção pop. Sobre passar uma noite ou outra preocupado com sua banda predileta tocando sabe-se lá aonde. Sobre o princípio básico da teoria “hornbyana”, que salienta a importância daquilo que gostamos: discos, filmes, livros.

Agora, aos 30 anos, não quero ser tão cínico a ponto de esquecer essas coisas todas. Por mais que isso me carimbe na testa o rótulo de eterno adolescente, que se dane!

Leia também o livro: Nick & Norah – Uma noite de amor é música
Autores: Rachel Cohn e David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 220
Preço: R$29,00
Trailler:



sexta-feira, 20 de março de 2009

A sétima e algumas outras (Watchmen, o filme - 2009)

Eu não li Watchmen. Ainda. Aconselhado por um amigo deixei a HQ (que tenho em formato JPEG no PC) de lado por um momento e decidi ver o filme antes. Tenho a nítida sensação de que não me arrependerei. Não que ache que a revista seja inferior, muito longe disso, mas, ao sair do cinema amplamente realizado com a obra cinematográfica, eu tive a percepção do que ele me falou ao dar o conselho. Quem leu vai sabendo (mais ou menos) o final e vai ficar mais preocupado em encontrar os erros e o que faltou.

E pelo que eu sei, faltou muito do que está nos 12 volumes desta obra prima de Alan Moore. Mas como não a li, não é com essa parte que eu devo me preocupar.

A parte com que eu devo me preocupar começa com a trilha sonora arrasadora. Apesar de perder a força ao longo das duas horas e meia da história, a trinca inicial, com Unforgetable (Nat King Cole), The Times They Are A-Changin' (Bob Dylan) e Sound of Silence (Simon and Garfunkel) já garante a nota alta. Daí pra frente o que vem é só pra cumprir tabela. Outro aspecto que me impressionou foi o som do filme. Muito detalhado e com um cuidado raro (afinal em filmes de ação a impressão que dá é que basta colocar explosões e tudo bem, né?

Das atuações não se pode falar muito. Tirando Jackie Earle Haley (Rorschach), com uma atuação impecável, todo o restante do elenco semi-desconhecido passa despercebido. O ótimo Billy Cudrup se esconde por trás de todo brilho azul de seu personagem Dr. Manhathan e Jeffrey Dean Morgan (Comediante) até valoriza cada minuto seu em cena. Já as atuações da ex-lorinha Malin Akerman, agora ruiva, e Patrick Wilson beiram a canastrice. Não que essa seja uma crítica, pois acho que seus personagens pedem isso. E, de qualquer maneira, não dá pra levar tão a sério um personagem chamado Coruja.

O mesmo amigo que me deu o conselho do começo desse texto disse: “Prepare-se para ver o melhor filme de super-heróis da sua vida”. Pra variar, não sei se tenho uma opinião formada sobre isso. A história é tensa (e densa), os personagens complexos e “antipáticos”. Tem um certo humor negro e altas doses de violência. Pelo que sei (ainda baseado no fato de não ter lido) é bem fiel ao que escreveu Alan Moore, apesar dele sempre rejeitar as versões para cinema de sua obra. E tudo o que é fiel a uma HQ “pesada” como essa acaba sendo de difícil digestão no cinema também.

O que faz com que esse filme não seja para qualquer um. Não que eu ache os fãs da série e do filme uma elite intelectual. Mas não é como ver Homem Aranha ou Batman, super-heróis que fazem parte da cultura pop mundial e sempre atraem um público muito mais abrangente e que na maioria dos casos não conhece a mitologia de cada personagem. Quem vai ao cinema para ver o romance entre Tobey Maguire e Kirsten Dunst sequer imagina que o uniforme negro tenha surgido em uma guerra ocorrida em outro planeta ou que muito antes de Mary Jane Watson, existia uma Gwen Stacy (que só aparece como mera coadjuvante no terceiro filme da série).

Bom, momento desabafo nerd acaba aqui.

Em Watchmen isso não acontece. Não há romancezinho para acompanhar (embora tenha casal e aconteça sexo). Não recomendo que você vá ver o filme sem ser fã, ao menos, de histórias em quadrinhos de uma maneira geral. Pois se for,mesmo que não tenha lido esta, como eu, vai sacar qual a graça de tudo.

Enfim, já me estendi demais. Vou ler Watchmen, a HQ!